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Manifesto de uma moda feita devagar, com mãos e com tempo.

 

Acreditamos que vestir é um gesto de cuidado: com o corpo, com quem fez a roupa e com o lugar de onde vêm os materiais. Na Urdume, cada peça nasce de decisões pequenas e conscientes, tomadas à luz do dia, na bancada do ateliê.

Produzir menos, melhor.

Fazer pouco para fazer bem.

 

Trabalhamos em pequenas tiragens. Isso evita estoques parados, tecidos sobrando e peças que ninguém vai usar. Cada modelo é feito em poucas unidades, numeradas, e quando acaba pode voltar com outra cor ou outro tecido, nunca como cópia. Assim o desejo de quem compra encontra uma peça pensada, não um excesso.

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Escolhemos fibras naturais como algodão, linho e seda, que respiram, envelhecem bem e podem voltar à terra. Procuramos fornecedores próximos e tecidos que já existem, como sobras e lotes encerrados, antes de comprar algo novo.

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O tingimento é feito em pequenos lotes, com pigmentos de baixo impacto e cuidado com a água. Reaproveitamos os banhos de cor sempre que possível e tratamos os resíduos antes do descarte. Nada disso é perfeito, e dizemos isso com franqueza: estamos sempre aprendendo e procurando formas melhores de tingir.

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As sobras de corte não vão para o lixo. Viram bolsos, forros, aplicações, bordados e peças menores. O que não serve para a roupa vira estudo de cor, amostra ou arte têxtil. Fios e retalhos também são doados para oficinas e artesãs da região.

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A roupa feita à mão tem tempo próprio. Respeitamos o ritmo de quem corta, borda e costura.

Cuidar para durar.

Reparar.

Passar adiante.

 

Uma boa roupa merece uma segunda, uma terceira vida.

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Oferecemos orientações de lavagem, ajuda com pequenos reparos e conversa sobre como ajustar uma peça com o passar dos anos. Convidamos você a usar, remendar e passar adiante, em vez de descartar.

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